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Fernanda Torres: totalmente indicada ao Oscar

  • Foto do escritor: Rádio Plural
    Rádio Plural
  • 29 de jan.
  • 6 min de leitura

Conheça curiosidades, produções e artistas brasileiros que já foram indicados ao maior prêmio do cinema


Por: Bárbara Guido


A atriz brasileira, Fernanda Torres, foi indicada ao Oscar de Melhor Atriz pelo filme “Ainda Estou Aqui” pela personagem Eunice Paiva, viúva do ex-deputado, Rubens Paiva, torturado e morto pela Ditadura Militar Brasileira, em 1971.


Aclamado pelo público e pela crítica, o filme também foi indicado e está concorrendo ao Oscar de Melhor Filme Internacional e Melhor Filme, principal categoria do prêmio. O anúncio dos indicados ocorreu no dia 23 de janeiro em Los Angeles. A tão esperada cerimônia de premiação ocorrerá no dia 02 de março.


Fernanda Torres em cena como Eunice Paiva de “Ainda Estou Aqui”. Foto: Reprodução Google
Fernanda Torres em cena como Eunice Paiva de “Ainda Estou Aqui”. Foto: Reprodução Google

O Oscar é considerado o maior prêmio do cinema mundial, organizado e concedido pela Academia de Artes e Ciências Cinematográfica, visando “reconhecer e celebrar as artes e ciências de cinema e a milhares de pessoas que fazem filmes”. A primeira edição do prêmio aconteceu em 1929 e possuía 13 categorias. Atualmente, em sua 97ª edição, conta com 24 categorias. São elas:


Principais

Coadjuvantes

Técnicos

Melhor Filme

Melhor Filme de Animação


Melhor Trilha Sonora

Melhor Diretor

Melhor Filme Internacional

Melhor Canção Original


Melhor Ator

Melhor Documentário de Longa-metragem

Melhor Som

Melhor Atriz

Melhor Documentário de Curta-metragem

Melhor Design de Produção

Melhor Ator Coadjuvante

Melhor Curta-metragem em Live Action

Melhor Fotografia

Melhor Atriz Coadjuvante

Melhor Curta-metragem de Animação

Melhor Maquiagem e Penteados

Melhor Roteiro Original


Melhor Figurino

Melhor Roteiro Adaptado


Melhor Edição



Melhores Efeitos Visuais

Brasil no Oscar


“Ainda Estou Aqui”, dirigido por Walter Salles, é o primeiro filme inteiramente brasileiro indicado ao Oscar de Melhor Filme. Já Fernanda Torres é a segunda atriz brasileira a ser indicada em uma das principais categorias de atuação, a de Melhor Atriz. A primeira indicação brasileira nesta categoria foi com Fernanda Montenegro, mãe de Fernanda Torres, pela personagem Dora no filme “Central do Brasil” em 1999, também dirigido por Walter Salles.


Entretanto, a história das produções brasileiras com o Oscar começou na década de 40 e, de lá para cá, o Brasil possui diversas obras reconhecidas pela Academia:


  • 1945: a primeira indicação brasileira aconteceu com Ary Barroso e a música “Rio de Janeiro”, trilha sonora do filme “Brazil” (1944). A música concorreu ao prêmio de Melhor Canção;


  • 1960: o filme “Orfeu Negro”, uma co-produção entre Brasil, Itália e França, com atuação de Léa Garcia, foi indicado e venceu a categoria Melhor Filme Internacional;


  • 1963: “Pagador de Promessas”, filme de Anselmo Duarte, foi a primeira indicação genuinamente brasileira ao prêmio. O longa disputou a categoria de Melhor Filme Internacional;


  • 1986: “O Beijo da Mulher Aranha”, co-produzido pelo Brasil e Estados Unidos e dirigido por Hector Babenco, argentino naturalizado brasileiro, concorreu a quatro categorias, sendo elas Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator e Melhor Roteiro Adaptado. O elenco do filme contava com nomes como Sônia Braga e Milton Gonçalves. O ator estadunidense, William Hurt, venceu o Oscar de Melhor Ator pela sua atuação no longa;


  • 1996: “O Quatrilho”, filme de Fábio Barreto com Glória Pires e Patrícia Pillar concorreu à categoria de Melhor Filme Internacional;


  • 1998: “O que é isso, companheiro?”, história baseada no livro homônimo de Fernando Gabeira, dirigido por Bruno Barreto e estrelado por Fernanda Torres, Pedro Cardoso e outros grandes nomes da dramaturgia brasileira, concorreu ao Oscar de Melhor Filme Internacional;


  • 1999: o clássico brasileiro, “Central do Brasil”, concorreu ao Oscar de Melhor Filme Internacional e Melhor Atriz para Fernanda Montenegro;


Fernanda Montenegro (Dora), Vinicius de Oliveira (Josué) e o diretor de “Central do Brasil”, Walter Salles, ao fundo, na premiação do Globo de Ouro de 1999. Foto: Reprodução Google
Fernanda Montenegro (Dora), Vinicius de Oliveira (Josué) e o diretor de “Central do Brasil”, Walter Salles, ao fundo, na premiação do Globo de Ouro de 1999. Foto: Reprodução Google
  • 2001: primeira indicação brasileira na categoria de curtas aconteceu com o documentário “Uma história de futebol”, de Paulo Machline. A história narra a vida de Pelé e concorreu ao Oscar de Melhor Curta-metragem (Live Action);


  • 2004: “Cidade de Deus”, considerado um dos grandes sucessos do cinema nacional, concorreu às categorias Melhor Direção com Fernando Meirelles, Melhor Roteiro Adaptado com Bráulio Mantovani, Melhor Edição com Daniel Rezende e Melhor Fotografia com César Charlone;


  • 2005: Walter Salles, diretor e roteirista, ao lado do porto-riquenho José Rivera, do longa “Diários de Motocicleta”, estrelado por Gabriel Garcia Bernal, esteve presente no Oscar nas categorias Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Canção Original;


  • 2011: Lixo Extraordinário”, documentário produzido pelo Brasil e Reino Unido, lançado em 2010, concorreu à categoria de Melhor Documentário (Longa Metragem);


  • 2012: Carlinhos Brown e Sérgio Mendes concorreram com a música “Real in Rio”, para a animação “Rio”, na categoria Melhor Canção Original;


  • 2015: “O Sal da Terra”, documentário feito por produtores brasileiros, franceses e italianos, e dirigido pelo brasileiro Juliano Salgado, concorreu ao Oscar de Melhor Documentário;


  • 2016: o primeiro filme brasileiro a concorrer na categoria Melhor Animação, foi o longa “O Menino e o Mundo”, dirigido por Alê Abreu;


  • 2020: Democracia em Vertigem”, filme de Petra Costa, que conta os bastidores políticos do impeachment de Dilma Rousseff em 2016, concorreu ao Oscar de Melhor Documentário.


Essas são grandes conquistas para o cinema nacional, pois a campanha para chegar até à indicação é árdua. Os diretores, produtores e atores precisam cumprir diversas regras da Academia, realizar sessões de cinemas exclusivas para críticos, ganhar prêmios em festivais, atingir um número determinado de exibição em salas de cinema e de público e passar por uma longa triagem com filmes de diversos países. 


Curiosidades sobre o Oscar


  • A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas foi fundada em 1927, na Califórnia, Estados Unidos. Possui mais de 10 mil profissionais filiados, entre atores, produtores, diretores, figurinistas, maquiadores e diversos outros profissionais ligados à “Sétima Arte” de mais de 50 países do mundo. Nessa lista há brasileiros como as atrizes Fernanda Montenegro, Maeve Jinkings, Alice Braga, Sonia Braga, e os atores Rodrigo Santoro, Wagner Moura e Selton Mello, que também integra o elenco de “Ainda Estou Aqui” no papel de Rubens Paiva.


  • Os grandes vencedores da cerimônia recebem a famosa estatueta dourada. Ela possui 35 cm de altura, pesa quase 4 kg, é feita de estanho folheado a ouro de catorze quilates. Possui a forma de um cavaleiro sobre um pedestal no formato de um rolo de filme.


  • Hattie McDaniel foi a primeira mulher negra a vencer uma das categorias principais do Oscar, a de Melhor Atriz Coadjuvante. Ela foi agraciada pela personagem Mammy, de “E o vento levou…”, em 1940. No entanto, devido à segregação racial nos Estados Unidos, a atriz não não pôde se sentar junto ao elenco do filme, como Vivien Leigh e Clark Gable. A atriz ficou em uma pequena mesa no fundo do salão. Até hoje, Halle Berry é a única mulher negra a ganhar o Oscar de Melhor Atriz, em 2002, pelo seu papel em A Última Ceia.


Hattie McDaniel com o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante em 1940. Na época, os intérpretes secundários não recebiam estatueta, mas uma placa. Foto: El País
Hattie McDaniel com o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante em 1940. Na época, os intérpretes secundários não recebiam estatueta, mas uma placa. Foto: El País
  • Uma das categorias em que “Ainda Estou Aqui” está concorrendo, a de Melhor Filme Internacional, foi criada oficialmente em 1957 com o nome “Melhor Filme Estrangeiro”. A partir da 92º edição do Oscar, em 2020, a Academia mudou o nome da categoria sob o argumento de que o uso do termo "Estrangeiro" estava "desatualizado na comunidade cinematográfica global", e que o novo nome "representa melhor esta categoria e promove uma visão positiva e inclusiva da produção cinematográfica e da arte do cinema como uma experiência universal".


  • O filme com o maior número de indicações e prêmio da história é “Titanic”. Em 1998, a história de Jack e Rose e do naufrágio do navia Titanic conquistou 14 indicações e 11 prêmios. Em 2025, o filme francês, “Emília Pérez”, recebeu 13 indicações.


  • Entre os artistas mais premiados, o compositor Alan Menken é a pessoa viva com maior número de Oscars: 8. Walt Disney é o maior vencedor da história, tendo recebido 22 prêmios da Academia. Katherine Hepburn, falecida em 2003, é a atriz com mais prêmios: 4. Já Meryl Streep é a atriz mais indicada nas categorias de atuação, com 21 indicações entre 1979 e 2018. O total de Streep inclui um recorde de 17 indicações de melhor atriz.


  • Karla Sofía Gáscon, atriz espanhola, é a primeira atriz transsexual a ser indicada para a categoria de Melhor Atriz por sua atuação em “Emília Pérez”.


Além da indicação ao Oscar, Fernanda Torres conquistou o Globo de Ouro de Melhor Atriz de Drama no dia 05 de janeiro. “Ainda Estou Aqui” concorreu ao prêmio na categoria Melhor Filme em Língua Estrangeira e venceu o prêmio de Melhor Roteiro no Festival de Veneza em 2024, além de estar concorrendo ao BAFTA Awards, prêmio da Academia Britânica de Cinema, de Melhor Filme de Língua Não-inglesa.


Fernanda Torres com o prêmio do Globo de Ouro em Melhor Atriz de Drama. Foto: Reprodução Golden Globes no Instagram
Fernanda Torres com o prêmio do Globo de Ouro em Melhor Atriz de Drama. Foto: Reprodução Golden Globes no Instagram

 
 
 

1 Kommentar


Sarah Zanetti
Sarah Zanetti
30. Jan.

Muito interessante! Adorei saber mais sobre o oscar

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A Web Rádio Plural, foi fundada em 2014 pelos estudantes de jornalismo da Universidade Federal de Ouro Preto, com o objetivo de dar voz aos futuros jornalistas, permitindo que a experiência da graduação se tornasse prática . Desde então, gerações de alunos participaram na elaboração de inúmeros programas como entrevistas, coberturas jornalísticas e reportagens sobre assuntos variados.

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